segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Brincar de fazer política é brincar de afundar na lama...


A gente tem que tomar muito cuidado com o que fala em público. Digo isso por que muitas vezes nós armamos nossa própria forca, cavamos nossa própria cova nos comprometendo com coisas ou pessoas para as quais o comprometimento não é recíproco. As redes sociais é arena de “automutilação” (exista essa palavra ou não), onde a cada foto, postagem ou compartilhamento as pessoas “inteligentes”(só que não) constroem seus tetos de vidro esquecendo alguns valores fundamentais. Prova disso é o que fizeram do Facebook (Facebook de novo?) nestes três meses de campanha política. Em meio a pessoas sensatas que condenavam a propaganda eleitoral na rede, sempre havia um ou outro que bombardeava seus perfis de 12, 13, 14 ,15 ou 45. O ruim disso tudo, não é o fato de se falar de política, mas o que se fala de política. Tudo não passou de campanhas “partidárias”, onde o que realmente interessa é o número e não a proposta. Ninguém repensou seu voto no Facebook, não foi possível, as pessoas estavam ocupadas demais formulando uma resposta tão ofensiva quanto a da concorrência. Não se discutiu propostas.
Houve denúncias, textos belíssimos contando a história dos candidatos e até 40 e tantos motivos para votar no “José”. Em Aracoiaba-CE houve esperto que passou a vida comendo da “panelinha” do lado do José, virou Francisco e resolveu contar tudo. Pensa! Por que só agora? Que credibilidade tem uma pessoa como essa? O que são três meses comparados a quase oito anos?
Ver de fora como o povo se deixou enganar foi triste, mas vou confessar que eu ri para caramba. Para uns a fonte secou, disseram: “a panelinha foi desfeita”, mas saiba você que votou no "vencedor", uma nova panela vai ser formada e para você não tem lugar nem na tampa, faz parte. Eles não têm que te dá secretaria ou direção de escola municipal, tem que te dá emprego de verdade, caso contrário a panelinha vai continuar te incomodando até o dia em que teu maior desconforto vai ser a tampa do caixão.
Período de campanha política é assim, ninguém fica em casa quando a “banda” passa, é uma verdadeira copa do mundo, veste-se a camisa e torce. Para quem? “Eu nem preciso saber, é 12, 13, 14, 15 ou 45? Eu tô é junto”. Seja ele o cantor (ou a mãe do cantor), humorista ou ainda a sub celebridade, proveniente de reality shows, ou de vídeos íntimos na internet, não interessa, só sei que foi ridículo ver pessoas que acreditei ser um pouco mais ricas de espírito, comprando a briga de seus candidatos, defendendo sua ficha como a honra de uma irmã mais nova. Pondo a mão no fogo por pessoas que só olharão de novo nos seus olhos depois dos quatro anos garantidos. Ficha limpa é minha mãe e só disso eu tenho certeza. 
Voltando ao Fecebook, confesso que irritou-me desligar a televisão na hora da propaganda eleitoral gratuita e perceber que a propaganda continuava na rede. E antes que você que fez isso se sinta desconfortável, ou já esteja me xingando dizendo que o perfil é seu e nele você posta o que quiser, eu adianto: Sim se sinta desconfortável e me xingue a vontade,afinal o blog é meu e nele eu posto o que quiser. E estou sendo bom, se fosse outro mandava tomar no sul.
Bom, mas acabou, iupiiii... , pelo menos é o que eu espero, votei e ninguém soube no Facebook em quem votaria, escolhi um candidato e não um número, não escolhi time, eu já tenho: “uma vez flamengo, sempre flamengo.  E para terminar lembre, não é uma taça que está em jogo quando você vota, é a sua escola, o seu hospital, a sua praça, o seu saneamento básico, o seu futuro ou o futuro dos seus filhos que poderão deixar de ser seu, ou dos seus filhos, se você continuar fazendo disso uma brincadeira de quatro em quatro anos. 
E o safadão adverte: Não votou na mamãe, vou deixar de ser aracoiabense até a próxima eleição. 
E para quem ficou curioso( só que não), eu votei 45.  

Enquanto isso no Ocioso...