sábado, 4 de junho de 2011

O Pará será dividido, azar do seu bolso.

Alguém me explica, por favor, qual era a intensão do governo na operação policial nas favelas do Rio em 2010? Era diminuir a criminalidade?
Como assim, se agora eles decidiram que vão criar mais vagas, para criminosos “legais” no país? Tudo bem que a palavra final é do povo é, e o pior, é que parece quererem.
Se você, com toda razão, não está entendendo nada do que estou falando eu vou tentar explicar, o Pará quer ser dividido, e para as três unidades resultantes da divisão serão necessários três senadores e, no mínimo, oito deputados federais e 24 estaduais, o número total foi calculado em 61 novas vagas. Quem paga por isso? Você, você, você, você... E, lógico, quem vai “sentir” muito pelo “divórcio” é seu bolso.
Até antes de ler essa notícia eu pensava em procurar o governo para conseguir um bom emprego, mas começo a pensar diferente, veja quanto vão ganhar os novos “empregados do povo”:

Cada deputado federal recebe, por mês, R$ 26.723,13. Ao todo, os parlamentares ganham 15 salários durante o ano, e contam com verbas de gabinete, passagens aéreas, moradia, plano de saúde e gastos administrativos pagos pelo Congresso. Os seis novos senadores de Carajás e Tapajós (as duas novas unidades) sairiam por cerca de R$ 10,8 milhões por ano. Já os novos deputados federais custariam um pouco (bem pouco) menos, R$ 10,5 milhões. Só com salários dos parlamentares, as duas novas assembleias legislativas gastariam juntas R$ R$ 11,5 milhões por ano, tomando como base a remuneração dos atuais deputados do Pará (R$ 20 mil por mês).

Os interessados procurem o povo do Pará. Para ocupar um dos cargos não é necessária formação específica, pode ser médico, advogado e até palhaço, quer dizer, palhaço somos nós que vamos pagá-los.
Alguém me disse outro dia que a separação custava caro, mas eu não imaginei que era tanto.

O argumento do "pessoal" do Norte e Nordeste é que a representação política compensa a desigualdade econômica. Dizem que São Paulo já é rico e o que compensaria esse poder do Sul e Sudeste é o maior número de representantes [de outros Estados]. Com a maioria no Congresso, seria possível garantir mais políticas para beneficiar os moradores desses Estados e isso equilibraria a federação.
FONTE: R7

Como você já deve saber é o povo quem vai decidir se divide ou não o estado por meio de plebiscito já aprovado na Câmara e no Senado.
Que vai beneficiar eu não tenho dúvida, que vai compensar a desigualdade também não, mas que é hora do "pessoal" que vai votar no plebiscito, pensar em quem, fazendo as contas, realmente serão os beneficiados, disso nós não podemos esquecer. 

Enquanto isso no Ocioso...