"Dia de banquete". Era uma vez, Aracoiaba (de novo)...

Era uma vez uma cidadezinha longe, bem longe, lá perto do fim do mundo, onde Judas perdeu as botas e o vento faz a curva...
Cidade do Nordeste, onde chuva poderia ser sinal de bênção, e é, até o momento dela querer invadir sua casa ou seu trabalho, na verdade a chuva em si não é o problema, a questão é que na cidadezinha costumaram batizar cavalos que aprenderam alimentar bueiros, toda sacola ou papel vira alimento para eles, suas bocas abertas estão sempre ocupadas com sacos e sacolas de todas as cores e sabores. O rei–presentante da cidade também contribui, latas para quê se o lixo tem para onde ir? É! O lixo da cidadezinha tem novo rumo, quando chove ele é levado até o bueiro mais próximo e por ele será tragado, devorado. Ahh... E tem cavalo que encurta esse caminho e suas sacolas são jogadas em qualquer lugar bem próximo a esses bichinhos. Acontece que nos dias de chuva todos os esgotos ficam ocupados, é dia de banquete, lixo dos quatro cantos da cidade estão no cardápio, eles não param nem para tomar água, e esse é o problema, como a água da chuva não tem para onde escoar ela se acumula transforrnando a cidade em um verdadeiro rio que se estende das ruas ao interior de lojas e casas. O bacana é a experiência de ter um rio na sua porta, de sentir-se nas ruas de Veneza, pena que quando chove a água é indomável em certos pontos e em pouco tempo ela invade casas, fazendo surgir o medo de perder tudo, de a água querer levar aquilo que se conquistou com tanto esforço.
É galera, como toda estória tem seus momentos de tribulação, em que o mocinho paga pelo bandido, exatamente na tarde de terça-feira 01 de março de 2011, choveu como nunca na cidadezinha, o jornalismo local e sensacionalista tem imagens.



Também, como em todo conto de fadas, quando tudo parece ter se resolvido,Than- ran... Lembra da cinderela? Quando toda a sala está limpa e enxuta a madrasta vem e vira o balde de água suja.
Quando a água escorre a cidadezinha servirá de barriga de aluguel para seu próprio vilão, os copinhos descartáveis, por exemplo, vão servir de abrigo para o vilão mais dengoso de todos, dengoso e subestimado.
Perder para Dengue é prova de que não só na cidadezinha, mas em todo o país costumaram batizar cavalos, só pode ser, é inadmissível que ainda se morra de Dengue. São atitudes tão simples, tão claras e o pior é que o mosquito desgraçado voa, é nesta hora que o mocinho paga pelo cavalo batizado que têm em casa garrafas de cerveja, pneus velhos, copos descartáveis guardados de maneira errada.
Mesmo que se zanguem, nada de dengo, nós criamos o vilão, tomar atitudes simples pode salvar vidas, a sua e de seus vizinhos.

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