quinta-feira, 3 de março de 2011

"Dia de banquete". Era uma vez, Aracoiaba (de novo)...

Era uma vez uma cidadezinha longe, bem longe, lá perto do fim do mundo, onde Judas perdeu as botas e o vento faz a curva...
Cidade do Nordeste, onde chuva poderia ser sinal de bênção, e é, até o momento dela querer invadir sua casa ou seu trabalho, na verdade a chuva em si não é o problema, a questão é que na cidadezinha costumaram batizar cavalos que aprenderam alimentar bueiros, toda sacola ou papel vira alimento para eles, suas bocas abertas estão sempre ocupadas com sacos e sacolas de todas as cores e sabores. O rei–presentante da cidade também contribui, latas para quê se o lixo tem para onde ir? É! O lixo da cidadezinha tem novo rumo, quando chove ele é levado até o bueiro mais próximo e por ele será tragado, devorado. Ahh... E tem cavalo que encurta esse caminho e suas sacolas são jogadas em qualquer lugar bem próximo a esses bichinhos. Acontece que nos dias de chuva todos os esgotos ficam ocupados, é dia de banquete, lixo dos quatro cantos da cidade estão no cardápio, eles não param nem para tomar água, e esse é o problema, como a água da chuva não tem para onde escoar ela se acumula transforrnando a cidade em um verdadeiro rio que se estende das ruas ao interior de lojas e casas. O bacana é a experiência de ter um rio na sua porta, de sentir-se nas ruas de Veneza, pena que quando chove a água é indomável em certos pontos e em pouco tempo ela invade casas, fazendo surgir o medo de perder tudo, de a água querer levar aquilo que se conquistou com tanto esforço.
É galera, como toda estória tem seus momentos de tribulação, em que o mocinho paga pelo bandido, exatamente na tarde de terça-feira 01 de março de 2011, choveu como nunca na cidadezinha, o jornalismo local e sensacionalista tem imagens.



Também, como em todo conto de fadas, quando tudo parece ter se resolvido,Than- ran... Lembra da cinderela? Quando toda a sala está limpa e enxuta a madrasta vem e vira o balde de água suja.
Quando a água escorre a cidadezinha servirá de barriga de aluguel para seu próprio vilão, os copinhos descartáveis, por exemplo, vão servir de abrigo para o vilão mais dengoso de todos, dengoso e subestimado.
Perder para Dengue é prova de que não só na cidadezinha, mas em todo o país costumaram batizar cavalos, só pode ser, é inadmissível que ainda se morra de Dengue. São atitudes tão simples, tão claras e o pior é que o mosquito desgraçado voa, é nesta hora que o mocinho paga pelo cavalo batizado que têm em casa garrafas de cerveja, pneus velhos, copos descartáveis guardados de maneira errada.
Mesmo que se zanguem, nada de dengo, nós criamos o vilão, tomar atitudes simples pode salvar vidas, a sua e de seus vizinhos.

Enquanto isso no Ocioso...