quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Meu presente de Natal, eu pago por ele?

Muita coisa aconteceu desde a última postagem, mas finalmente chegamos ao FIM do ANO e a escola não me consumirá mais tanto tempo, devo agora me dedicar a postar tudo que me veio a mente (só à mente), isso se meu computador suportar tanta pressão, já que o coitado se encontra gravemente enfermo, mas não se preocupem, seu maior problema não é físico, mas de pertença, ou seja, a maior desgraça do miserável (o computador) é pertencer a mim.
Bem, depois desta homenagem solidária e quase póstuma à minha máquina, preciso falar da data mais esperada do ano, o dia mais esperado de dezembro, 16/12 meu aniversário.
Não, não ... Estou falando do Natal...
Data em que todo mundo enfeita as casas, as árvores, em que todos se encantam, se envolvem com o tão falado espírito do Natal, “espírito” mesmo, pois para mim o Natal de verdade já morreu a muito tempo.
Luzes, bolas coloridas, menino na lapa, mas o protagonista desta festa não são as luzes, as bolas penduradas nas árvores, nem muito menos a criancinha que põem junto com as vacas e os burros no curral, o mais falado é aquele velho gordo, barbudo, que só gosta de rico (Pode ser recalque, ele nunca gostou de mim).
É impressionante como os nossos pais, fazem questão de serem bobos o bastante a ponto de nos fazer crescer acreditando em algo tão absurdo quanto a história desse velho . Eu nunca acreditei. Mentira, eu já fiquei triste esperando o idiota e ele não veio... Eu acreditei, fazer o quê? Principalmente quando na escola a professora cantou:

Deixei meu sapatinho
na janela do quintal.
O Papai Noel deixou
um presente de Natal.

Agora que eu sou quase uma pessoa normal, um pouco retardado eu sei, mas usando um pouco da razão que não me é farta eu me pergunto se tem coisa mais ridícula que deixar o sapato na janela do quintal, isso eu nunca fiz, até por que no meu quintal não tem janela e também o cachorro comeria o sapato. Agora me explique quem souber, por que no sapato? E por que na janela do quintal?

Como é que Papai Noel,
não te esqueces de ninguém.
Seja rico ou seja pobre,
o velhinho sempre vem.

Bem, se isso é verdade, eu devo mesmo ser um cara bem azarado. Ora, justo quando eu estava na idade de receber qualquer coisa de natal, o velho inventa de ficar esclerosado e esqueceu onde eu moro, das duas uma, ou isso, ele esqueceu, ou ele não vem na casa de pobre, por que bom menino eu sempre fui, se é que se pode chamar de normal a criança idiota que eu fui (fico devendo exemplos). Bem, se fui ou não isso não interessa por que os piores moleques da escola sempre ganhavam, independente do que fizeram durante o ano, a bicicleta que eles e eu queria, o jogo que eles e eu
queria.
Por que só eles ganhavam? Simples, é por que eu era pobre. Portanto é mentira... para rico ele vem, se for pobre que exploda, por isso se eu tiver que escolher alguém vestido de vermelho nesse Natal eu escolho o Ranger Vermelho, esse velho já tá velho a muito tempo e não vai lembrar de mim mesmo, nem de você que não pode pagar pelo presente do “Bom velhinho”.


Enquanto isso no Ocioso...