quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Isso é um assalto...Vai logo! Me dê uma esmola por favor...

Imagina a cena! Você parado numa praça quase deserta e de repente um garoto com aparentemente 16 ou 17 anos, um pouco mal vestido e sujo, desconfiado, com um visível desconforto se aproxima da pessoa no outro lado sussurra algumas palavras e recebe de resposta uma moeda. Esse mesmo garoto pensa um pouco antes de se aproximar da sua pessoa e você....

1. Se for um garoto já imagina: “É um trombadinha tá só esperando a hora de anunciar o assalto”. Mesmo que não tenha um centavo no bolso imagina o que pode perder em poucos minutos, prepara imediatamente uma reação (ou não), para você é questão de tempo e enquanto o garoto se aproxima você se sente cada vez mais ameaçado, mas não vai deixar barato vai ser tão macho quanto ele.

2. Se for uma garota: você teme em dobro, mas seu coração de garota vê naquele garoto alguém que precisa de ajuda, você também se sente ameaçada, mesmo acreditando na inocência do individuo, coisa de garota, elas se sentem ameaçadas por uma barata, um sapo as faz berrar e quebrar uma unha é o fim do mundo, mas não tem o que fazer, reagir nem passa pela sua cabeça em todos os momentos você é a vítima.

Que prática está expressa na reação das possíveis personagens?

a) Preconceito

b) Discernimento

c) Nenhuma das anteriores (F#d@ essa opção, eu sei! Se não é nenhuma das alternativas o que devemos estudar então? O que não foi o descobrimento do Brasil? O que não é um verbo? Ou quanto não é 2 + 2, eu sei que não é 5, nem 6, nem 7...)

Critiquei, mas a opção correta é a “C”,   isso por que o garoto existiu, ele não quis me roubar, até foi compreensivo quando disse não ter um centavo sequer no bolso, o que não é difícil de acreditar, ele realmente precisava de ajuda, melhor, ele queria a moeda que eu pudesse dar, mas não por que precisava comprar um prato de comida ou coisa do tipo, mas por que estava na hora de fumar o cigarro do meio dia. O que ele faria com mais moedas? Compraria um cigarro mais caro? Não sei, não vou julgar, mas uma coisa eu aprendi, discernimento e caridade caminham juntos, e não é nada caridoso ajudar uma criatura ignorante a acabar com seu pulmão.

Com relação ao preconceito quero deixar claro que sou totalmente contra, não só contra o preconceito(enquanto atitude) como também o preconceito julgamento, dizer o que as pessoas são antes de conhecê-las de verdade é muito pobre para não dizer podre, e isso muitas vezes não se aplica, quer um exemplo? Dizem que todo São paulino é gay, mas o Luan Santana é conrinthiano, e ai? Dizem que toda loira tem QI muito inferior ao das morenzas, porém Luciana Gimenez não é loira , e por aí vai... É brincadeira...

domingo, 26 de dezembro de 2010

No espelho vou A Mar-te...

Justino em: No espelho vou a Mar-te...


Ninguém melhor que a família para levantar nossa auto-estima...


Enquanto isso no quarto dos coroas...


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Meu presente de Natal, eu pago por ele?

Muita coisa aconteceu desde a última postagem, mas finalmente chegamos ao FIM do ANO e a escola não me consumirá mais tanto tempo, devo agora me dedicar a postar tudo que me veio a mente (só à mente), isso se meu computador suportar tanta pressão, já que o coitado se encontra gravemente enfermo, mas não se preocupem, seu maior problema não é físico, mas de pertença, ou seja, a maior desgraça do miserável (o computador) é pertencer a mim.
Bem, depois desta homenagem solidária e quase póstuma à minha máquina, preciso falar da data mais esperada do ano, o dia mais esperado de dezembro, 16/12 meu aniversário.
Não, não ... Estou falando do Natal...
Data em que todo mundo enfeita as casas, as árvores, em que todos se encantam, se envolvem com o tão falado espírito do Natal, “espírito” mesmo, pois para mim o Natal de verdade já morreu a muito tempo.
Luzes, bolas coloridas, menino na lapa, mas o protagonista desta festa não são as luzes, as bolas penduradas nas árvores, nem muito menos a criancinha que põem junto com as vacas e os burros no curral, o mais falado é aquele velho gordo, barbudo, que só gosta de rico (Pode ser recalque, ele nunca gostou de mim).
É impressionante como os nossos pais, fazem questão de serem bobos o bastante a ponto de nos fazer crescer acreditando em algo tão absurdo quanto a história desse velho . Eu nunca acreditei. Mentira, eu já fiquei triste esperando o idiota e ele não veio... Eu acreditei, fazer o quê? Principalmente quando na escola a professora cantou:

Deixei meu sapatinho
na janela do quintal.
O Papai Noel deixou
um presente de Natal.

Agora que eu sou quase uma pessoa normal, um pouco retardado eu sei, mas usando um pouco da razão que não me é farta eu me pergunto se tem coisa mais ridícula que deixar o sapato na janela do quintal, isso eu nunca fiz, até por que no meu quintal não tem janela e também o cachorro comeria o sapato. Agora me explique quem souber, por que no sapato? E por que na janela do quintal?

Como é que Papai Noel,
não te esqueces de ninguém.
Seja rico ou seja pobre,
o velhinho sempre vem.

Bem, se isso é verdade, eu devo mesmo ser um cara bem azarado. Ora, justo quando eu estava na idade de receber qualquer coisa de natal, o velho inventa de ficar esclerosado e esqueceu onde eu moro, das duas uma, ou isso, ele esqueceu, ou ele não vem na casa de pobre, por que bom menino eu sempre fui, se é que se pode chamar de normal a criança idiota que eu fui (fico devendo exemplos). Bem, se fui ou não isso não interessa por que os piores moleques da escola sempre ganhavam, independente do que fizeram durante o ano, a bicicleta que eles e eu queria, o jogo que eles e eu
queria.
Por que só eles ganhavam? Simples, é por que eu era pobre. Portanto é mentira... para rico ele vem, se for pobre que exploda, por isso se eu tiver que escolher alguém vestido de vermelho nesse Natal eu escolho o Ranger Vermelho, esse velho já tá velho a muito tempo e não vai lembrar de mim mesmo, nem de você que não pode pagar pelo presente do “Bom velhinho”.


Enquanto isso no Ocioso...