Guerra no RIO da copa

 "Não se muda o mundo da noite para o dia".
É nas pequenas infrações, na venda de um cigarrinho aqui outro ali, que o tráfico começa a invadir sua casa, antes como visita indesejada, você põe vassoura atrás da porta (aqui no Ceará dizem que espanta esse tipo de visita), eles vão embora, mas seu filho o quererá de volta, como eles estarão livres, seus filhos o encontrará. Eles não voltarão, mas mandarão lembrancinhas embrulhadas com pouco carinho, mas muita dedicação.
Hoje pedem paciência ao povo do Rio, e eles estão certos, o povo precisa esperar, a operação precisa acontecer. Mas será que eles aprenderão agora, que o "câncer" precisa ser descoberto e combatido quando é ainda um tumor pequeno? O governo não quis fazer o "exame de toque", na verdade eles nem ligaram para a saúde do povo que não significa lucro, só despesa, e hoje têm que gastar muito mais nessa guerra urbana necessária. 
Tráfico não é exclusividade do Rio, e isso me deixa enojado. O que uma Olimpíada e uma copa do mundo não é capaz de fazer? Escolherem o Brasil foi coisa de Deus (que nem precisa ser brasileiro). Eles não começaram isso por causa do povo, foi pelo futebol e pelos jogos olímpicos, o povo parece valer menos que um estádio para eles.
Segurança para o povo brasileiro?
Não, não, segurança para o turista, o povo que fique com a fama de mulher fácil, de homens que aplaudem a violência e dão macacos de presente a um otário estrangeiro que agride ou mata alguém na sua frente.
Rezo, só rezo (sem alusão ao NX 0), rezo pelo povo, rezo pelo governo, rezo pelos heróis mal pagos, heróis que deixam filhos esposas, sua  casa, heróis que tem muito mais a perder que os bandidos. Aos  herois feridos, aos heróis da polícia que ainda estão de pé, saudação honrosa...
E ao povo perdido na tempestade de balas que o impedem de viver, como os barões do Brasil da Copa e das Olimpíadas, que participam de tudo PELA TELEVISÃOa oração solidária...

"Tudo o que ele precisar, que estiver dentro da lei, que o governo federal puder fazer para ajudar o Rio de Janeiro nós faremos, porque não é humanamente explicável que 99% de pessoas de bem, trabalhadoras, que querem viver em paz, sejam molestada por gente que está na marginalidade."
Presidente Lula, na noite de quinta-feira, 25/11

"A gente sai e não sabe se pode chegar numa janela, num portão."
Morador de Vila Cruzeiro, após operação da quinta, 25/11.

"Eu fiquei chateado porque eu tinha prova, estudei pra caramba e não vai ter aula. Por outro lado, tenho muitos colegas que moram no Alemão e ia ficar ruim pra eles."
Aluno de escola em Manguinhos que amanheceu fechada na sexta-feira, 26/11, por conta dos ataques


VIVA A ESPERANÇA

"Já há gente se entregando espontaneamente."
Coordenador do grupo AfroReggae, José Júnior, em seu perfil no Twitter, na tarde de sábado, 27/11

"Nunca aceitei isso"
Mãe de Mr. M  que o incentivou a se entregar

Ação na quinta,parecia tropa de elite, versão 3.
Sobre a invasão da Vila Cruzeiro (época)
 

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